O dedo bate na corda do violão
O dedo bate na corda do violão,
bate uma saudade!
As mãos batem no tambor,
bate uma solidão!
Estou no som da dor,
não há lamento no silêncio.
Coração por que me i…
Solto a vida pela janela
Solto a vida pela janela.
Fiel como trilho e o trem.
Corro descalço
a caminho de ferro.
Os pés suados,
empanados de terra,
e as unhas de fora.
assisto a minha família
assisto a minha família,
e compreendo o sucesso das novelas!
a distância traz saudades
a distância traz saudades,
e a dúvida deixa insatisfação.
Duas poesias no café da manhã
Duas poesias no café da manhã,
no almoço três a quatro,
converso com os versos,
pelo resto da tarde,
por toda a noite,
infinitamente pela vida…
De mãos dadas com os sentimentos
De mãos dadas com os sentimentos,
caminhei na esperança,
os sonhos amigos,
as emoções parceiras,
repulsei o ódio,
que a ira traiu, passageira,
quando o fraco batia,…
O mistério sem providência
O mistério sem providência,
cobra imposto
sobre a alegria.
Sou caçado, torturado
e preso! Por só
negar tristeza!
Era uma tarde como esta
Era uma tarde como esta.
O vento brando
beija meu rosto esmaecido.
Namoro o inverno
na entrada da estação;
entre o trem e a plataforma,
ouço Bolero de Ravel
Reflexão que volta na triste visão da memória
Reflexão que volta
na triste visão
da memória.
O meu avô deixou para o meu pai
O meu avô deixou para o meu pai,
o meu pai deixou para mim,
deixarei para os meus filhos e netos.
A infância vai
A infância vai, a criança senil fica,
ao menos farto de anos,
comemoro os melhores dias nesta vida,
até que eu pisque um olho, acordado,
quem é já nasce pronto!
De passagem é o meu povo
De passagem é o meu povo!
Coral de loucos apaixonados:
Liberdade aos corações aprisionados!
Salve o meu povo e suas paixões!
derrama vinho no sofá
derrama vinho no sofá:
— Tudo bem meu amor, isso é normal,
mas cuidado com o cigarro aceso em cima da minha…
— Da nossa…
— De nenhum dos dois (Coleção de poesia marginal).
Calma filha
Calma filha, não chore, ele volta!
Por romance, ou por revolta, ele volta!
A pé, ou de carona de carroça, ele volta!
A infância não sobrevive no tempo
A infância não sobrevive no tempo,
somente assombra na lembrança.