Duas poesias no café da manhã
Duas poesias no café da manhã,
no almoço três a quatro,
converso com os versos,
pelo resto da tarde,
por toda a noite,
infinitamente pela vida…
assisto a minha família
assisto a minha família,
e compreendo o sucesso das novelas!
Ah! Que saudades!
O meu bem!
Ah! Que saudades!
Da “Rua Das Ilusões Perdidas”,
que terminou, numa bela
e “Doce Quinta-feira! ”
O dedo bate na corda do violão
O dedo bate na corda do violão,
bate uma saudade!
As mãos batem no tambor,
bate uma solidão!
Estou no som da dor,
não há lamento no silêncio.
Coração por que me i…
O palhaço triste
O palhaço triste,
que faz graça,
para sobreviver.
Rir é fácil,
difícil é fingir!
O meu avô deixou para o meu pai
O meu avô deixou para o meu pai,
o meu pai deixou para mim,
deixarei para os meus filhos e netos.
Volto para casa
Volto para casa,
sonho com outro mundo,
do nascer ao braço do mar,
tenho a paz das árvores no campo.
Pássaros pairam ao meu lado.
Sou um deles!
Tudo lindo, tudo tr…
De mãos dadas com os sentimentos
De mãos dadas com os sentimentos,
caminhei na esperança,
os sonhos amigos,
as emoções parceiras,
repulsei o ódio,
que a ira traiu, passageira,
quando o fraco batia,…
Calma filha
Calma filha, não chore, ele volta!
Por romance, ou por revolta, ele volta!
A pé, ou de carona de carroça, ele volta!
De volta
De volta, encontro
declarações de momentos,
tristeza desfeita,
alegria espalhada,
o céu do avesso.
A infância vai
A infância vai, a criança senil fica,
ao menos farto de anos,
comemoro os melhores dias nesta vida,
até que eu pisque um olho, acordado,
quem é já nasce pronto!
Pitágoras me empresta uma máscara
Pitágoras me empresta uma máscara,
para que eu possa conquistar um amor
somente com o poder das palavras.
O amor errante pode voltar a qualquer instante
O amor errante
pode voltar
a qualquer instante,
porque quem
não mata saudade
morre distante!
derrama vinho no sofá
derrama vinho no sofá:
— Tudo bem meu amor, isso é normal,
mas cuidado com o cigarro aceso em cima da minha…
— Da nossa…
— De nenhum dos dois (Coleção de poesia marginal).
Acendo um prazer dispensável
Acendo um prazer dispensável,
sento e trago na vida,
tristeza que passa:
Pessoas desconhecidas.
Pessoas diferentes.
Tento conhecer
esqueço quem sou,
sem sa…