O poliglota analfabeto
O poliglota analfabeto, de tanto virar o mundo, ver as coisas e falar os papos, parou para pensar ao pé de uma montanha. Assaltaram-no dois pensamentos. Um na língua materna, outro em língua estrangei…
#pauloleminski#leminski#paulo
cortinas de seda o vento entra sem pedir licença
cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença
Senhorita chuva me concede a honra desta contradança e vamos sair por
Senhorita chuva
me concede a honra
desta contradança
e vamos sair
por esses campos
ao som desta chuva
que cai sobre o teclado
Razão de ser
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
…
De ilusão em ilusão até a desilusão é um passo sem solução um abraço
De ilusão em ilusão
até a desilusão
é um passo sem solução
um abraço
um abismo
um
soluço
adeus a tudo o que é bom
quem parece são não é
e os que n…
um bom poema leva anos cinco jogando bola
um bom poema leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando soz…
PROFISSÃO DE FEBRE
PROFISSÃO DE FEBRE
quando chove,
eu chovo,
faz sol,
eu faço,
de noite,
anoiteço,
tem deus,
eu rezo,
não tem,
esqueço,
chove de novo,
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prazer da pura percepção os sentidos sejam a crítica da razão
prazer
da pura percepção
os sentidos
sejam a crítica
da razão
Aqui nesta pedra alguém sentou olhando o mar
Aqui
nesta pedra
alguém sentou
olhando o mar
o mar
não parou
para ser olhado
foi mar
para tudo quanto é lado
Objeto de meu mais desesperado desejo não seja aquilo por quem ardo e não vejo
Objeto
de meu mais desesperado desejo
não seja aquilo
por quem ardo e não vejo
seja estrela que me beija
oriente que me reja
azul amor beleza
faça qualquer co…
O tempo entre o sopro e o apagar da vela
O tempo
entre o sopro
e o apagar da vela