A timidez é o mais vulgar de todos os fenômenos
A timidez é o mais vulgar de todos os fenômenos.
O que há de mais vulgar em todos nós é termos medo de sermos ridículos…
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Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues voltar, trazendo restos do que achaste pelas profunduras da tua existência.
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua…
Tenho uma grande tristeza Acrescentada à que sinto. Quero dizer-ta mas pesa O quanto comigo minto.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ta mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não,
E a chuva …
Tornamo-nos esfinges
Tornamo-nos esfinges, ainda que falsas, até chegarmos ao ponto de já não sabermos quem somos. Porque, de resto, nós o que somos é esfinges falsas e não sabemos o que somos realmente.
#poemas#famosos#fernandopessoa#pessoa#fernando#amor
Duas horas te esperei Dois anos te esperaria
Duas horas te esperei
Dois anos te esperaria.
Dize: devo esperar mais?
Ou não vens porque inda é dia?
A cor das flores não é a mesma
A cor das flores não é a mesma ao sol de quando uma nuvem passa ou quando entra a noite.
(Do livro Fernando Pessoa Obra Poética II, Coleção L&PM, Organização: Jane Tutikian, pág. 69.)
Quem escreve para obter o supérfluo como se
Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse.
#amor#fernandopessoa#pessoa#poemas#escritores#fernando#famosos