Uns Versos Quaisquer
Uns Versos Quaisquer
Vive um momento com saudade dele
Já ao vivê-lo .
.
.
Barcas vazias, sempre nos impele
Como a um solto cabelo
Um vento para longe, e não sabemos,
Ao viver, que sentimos ou queremos .
.
.
Demo-nos pois a consciência disto
Como de um lago
Posto em paisagens de torpor mortiço
Sob um céu ermo e vago,
E que nossa consciência de nós seja
Uma cousa que nada já deseja .
.
.
Assim idênticos à hora toda
Em seu pleno sabor,
Nossa vida será nossa anteboda:
Não nós, mas uma cor,
Um perfume, um meneio de arvoredo,
E a morte não virá nem tarde ou cedo .
.
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Porque o que importa é que já nada importe .
.
.
Nada nos vale
Que se debruce sobre nós a Sorte,
Ou, tênue e longe, cale
Seus gestos .
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Tudo é o mesmo .
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Eis o momento .
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.
Sejamo-lo .
.
.
Pra quê o pensamento?
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