Gritando que me acudam
Gritando que me acudam, em voz rouca
Eu, náufraga da vida, ando a morrer
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E ser
- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento
Nesse triste convento aonde eu moro
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…
o meu mundo não é como o dos outros
o meu mundo não é como o dos outros:
quero demais, exijo demais.
há em mim uma sede de infinito
Os dias são outonos
Os dias são outonos: choram…choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, o meu amor, pelos e…
Os teus olhos são frios como espadas E claros
Os teus olhos são frios como espadas
E claros como trágicos punhais
Têm brilhos cortantes de metais
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais
Saudades! Sim… talvez… e por que não? Se o sonho foi tão alto e forte Que pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de luz o coração!
Saudades! Sim… talvez… e por que não?
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!
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