Sou como este poema escrito a lápis… me deito em folhas brancas, objeto de criação de um poeta que sonhou um mundo imaculado
Sou como este poema escrito a lápis…
me deito em folhas brancas,
objeto de criação de um poeta
que sonhou um mundo imaculado
Tintas não me servem.
Limitam, eternizando até o que não é bom.
O carvão,
Ainda que carbonizado a madeira
matéria prima extraída de uma vida
apago com borracha.
É quando me refaço.
Ou me recrio
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