Eu perdi
Eu perdi.
Perdi noites de sono em baladas freqüentadas por garotas de saias e cabeças pequenas.
Por playboys deslumbrados, com algum dinheiro e nenhum pedigree.
Por corpos sarados e mentes doentes.
Festas com muita pose e pouca atitude.
Com convites que custam caro e pessoas que se vendem por tão pouco.
Me perdi e não encontrei ninguém.
Torrei meu dinheiro e minha paciência.
Estourei meu cartão de crédito e, por pouco, não estouro meus tímpanos.
Mas, quer saber? Cansei de música alta.
Prefiro quando você fala baixo no meu ouvido.
Prefiro ficar vendo os aviões brancos dando rasantes sobre nossos corpos tintos.
Prefiro você suave.
Prefiro o silencio dos seus olhos me dizendo que me ama.
Prefiro sua voz de madrugada.
Prefiro quando você se perde nas notas.
Prefiro sua música, seu tom.
Por você, eu dei uma nova chance a mim mesma.
Eu dei minha cara a tapa.
Por você, eu voltei a acreditar no amor adolescente e a ter calafrios na espinha.
Por você, comecei a ter ciúme.
Por você, posso largar música agitada e aprender a gostar de jazz.
Por você, eu largo os vinhos baratos, os xampus caros e as roupas curtas.
Porque quando você está dentro, não existe mais nada lá fora.
O mundo acaba aqui, na gente.
Porque você me faz tão sua.
Porque você me faz tão eu.
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