Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Quem não deixara nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!
Como já pera sempre te apartaste
De quem tão longe estava de perder-te?
Puderam estas ondas defender-te
Que não visses quem tanto magoaste?
Nem falar-te somente a dura Morte
Me deixou, que tão cedo o negro manto
Em teus olhos deitado consentiste!
Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte!
Que pena sentirei que valha tanto,
Que inda tenha por pouco viver triste?
Mensagens Relacionadas
E aqueles que por obras valerosas Se vão da
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Se no que tenho dito vos ofendo
Se no que tenho dito vos ofendo,
Não é a intenção minha de ofender-vos,
Qu'inda que não pretenda merecer-vos,
Não vos desmerecer sempre pretendo.
A tristeza no coração é como a traça no pano
A tristeza no coração é como a traça no pano.
#luis#camoes#triste#sonetos#coracao#luisdecamoes#confortar
O amor é uma dor que desatina sem doer
O amor é uma dor que desatina sem doer.
#doer#sonetos#luisdecamoes#camoes#desatina#luis#dor#amor
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;