Meu doce Amor tu beijas a minh’alma/Beijando nesta
Meu doce Amor tu beijas a minh’alma/Beijando nesta hora a minha boca! ”
(A Noite Desce- Florbela Espanca)
Cantigas leva-as o vento…
Cantigas leva-as o vento…
A lembrança dos teus beijos
Inda na minh'alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.
Perfume tão esquisito
E de tal…
Meus êxtases
Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços…
São os teus braços dentro dos meus braços,
Via Láctea fechando o Infinito.
A felicidade na vida é já uma
… A felicidade na vida é já uma coisa
tão restrita e quase convencional que tirar da
vida uma parcela mínima desse luzente tesouro, tão ambicionado e tão quimérico,
é a maior das lou…
Procurei o amor
Procurei o amor, que me mentiu
Pedi à vida mais do que ela dava..
Olha para mim
Olha para mim, amor, olha para mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
Gritando que me acudam
Gritando que me acudam, em voz rouca
Eu, náufraga da vida, ando a morrer
Estou cansada
Estou cansada, cada vez mais incompreendida e insatisfeita comigo, com a vida e com os outros. Diz-me, porque não nasci igual aos outros, sem dúvidas, sem desejos de impossível? E é isso que me traz s…
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Há uma primavera em cada vida é preciso cantá-la assim florida
Há uma primavera em cada vida
é preciso cantá-la assim florida.
(Em "Charneca em flor: sonetos – Fonte: Templo Cultural Delfos)
Perdoo facilmente as ofensas
Perdoo facilmente as ofensas, mas por indiferença e desdém: nada que me vem dos outros me toca profundamente.
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Trago no olhar visões extraordinárias
Trago no olhar visões extraordinárias, de coisas que abracei de olhos fechados…
#fechados#florbela#espanca#olhar#olhos#florbelaespancaSaudades! Sim… talvez… e por que não? Se o sonho foi tão alto e forte Que pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de luz o coração!
Saudades! Sim… talvez… e por que não?
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!
…
Os teus olhos são frios como espadas E claros
Os teus olhos são frios como espadas
E claros como trágicos punhais
Têm brilhos cortantes de metais
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais
Os dias são outonos
Os dias são outonos: choram…choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, o meu amor, pelos e…