Ao soneto XXII de Mario Quintana
Ao soneto XXII de Mario Quintana
''Vontade de escrever quatorze versos…
Pobre do poeta!… É só pra disfarçar…''
Quem lhe dera os mistérios mais secretos…
Fosse assim tão singelo: Apenas anotar.
Hoje eu amanheci todo matemático…
Após uma romântica noite de brilho luar.
Com a volúpia dos meus versos mágicos,
No meu coração de fábulas a palpitar!
Hoje eu amanheci axiomático e ensolarado…
A luz da minha estrela não estava ofuscada:
A alma do poeta possui um tom crepuscular.
''Vontade de escrever quatorze versos…
Pobre do poeta!… É só pra disfarçar…''
Esperando um amor para amar!
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