Quando escrevo
Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco.
Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens.
Mensagens Relacionadas
No que vagueia os olhos
No que vagueia os olhos, contudo, surpreende-se-lhe o imanecer da bem-aventura, transordinária benignidade, o bom fantástico.
#rosa#guimaraes#poesia#guimaraesrosa#aventura#olhos#poemas
O que leva o homem para as más ações estranhas
O que leva o homem para as más ações estranhas, é estar diante do que é seu, por direito, e não sabe…Não sabe…Não sabe…
#humanos#estudantes#homens#pessoas#estranhas#rosa#invejosas#poemas#guimaraes#direitosHá uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme.
Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotõe…
Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, pa…
#poemas#rosa#guimaraesrosa#guimaraesViver é muito perigoso
Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto, dificult…
#poemas#aprender#rosa#viver#aluno#guimaraes#guimaraesrosa#aprendendo#dificil#vida
Para os almanaques No meu relógio
Para os almanaques
No meu relógio, de uma para outra hora,
quando o ponteiro menor sai a levar lembranças,
passa-lhe a frente o grande, transportando intrigas