Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra
Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra.
Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela.
Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra.
Ela é uma chuva.
Talvez seja isso que se poderia chamar de estar vivo.
Não mais que isto, mas isto: vivo.
E apenas vivo é uma alegria mansa.
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