Sou o sonho de tua esperança
Sou o sonho de tua esperança, Tua febre que nunca descansa, O delírio que te há de matar!…
#alvaresdeazevedo#esperanca— Deus
— Deus! Crer em Deus! Sim como o grito íntimo o revela nas horas frias do medo — nas horas em que se tirita de susto e que a morte parece roçar úmida por nós! Na jangada do náufrago, no cadafalso, no …
#alvaresdeazevedo#primeiracomunhao
Respiro o vento
Respiro o vento, e vivo de perfumes
No murmúrio das folhas de mangueira;
Nas noites de luar aqui descanso e a lua enche de amor a minha esteira.
Meu pobre coração que estremecia
Meu pobre coração que estremecia,
Suspira a desmaiar no peito meu;
Para enchê-lo de amor, tu bem sabia.
Bastava um beijo teu!
Sou o sonho de tua esperança
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há-de matar!
A Lagartixa
A Lagartixa
A lagartixa ao sol ardente vive
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão de teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.
Amo-te como o vinho e co…
PORQUE MENTIAS?
PORQUE MENTIAS?
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a …
Respiro o vento
Respiro o vento, e vivo de perfumes no murmúrio das folhas de mangueira; nas noites de luar aqui descanso e a lua enche de amor a minha esteira.
#perfume#alvaresdeazevedoTRIDADE
TRIDADE
A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
Onde só abrem duas flores puras
Poesia e amor…
E a mulher… é a nota suspirosa
Que treme…
Fui um douto em sonhar tantos amores… Que loucura, meu Deus! Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato, Todos os sonhos meus!
Fui um douto em sonhar tantos amores…
Que loucura, meu Deus!
Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato,
Todos os sonhos meus!
E ela, triste mulher, ela tão bela,
Dos seu…
Morte
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã,
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
…
Último Soneto
Último Soneto
Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito, embald…