Sofri o grave frio dos medos
Sofri o grave frio dos medos, adoeci.
Sei que ninguém soube mais dele.
Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado.
Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo.
Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.
Mensagens Relacionadas
Mas
Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho de Zé Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. P…
#poemas#fingir#guimaraesrosa#guimaraes#rosa
E tudo foi bem assim
E tudo foi bem assim, porque tinha de ser, já que assim foi.
(A hora e a vez de Augusto Matraga)
Se a gente puder ir devagarinho como precisa
Se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais, então eu acho que nunca que é pesado.
#depressao#rosa#guimaraesrosa#guimaraes#poemas
Malagourado de ódio
Malagourado de ódio: que sempre surge mais cedo e às vezes dá certo, igual palpite de amor.
#odio#rosa#guimaraes#poemas#guimaraesrosaMas eu gostava dele
Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu p…
#guimaraesrosa#halloween#guimaraes#poemas#rosa
Talvez não devesse
Talvez não devesse, não fosse direito ter por causa dele aquele doer, que põe e punge, de dó, desgosto e desengano.
#direito#estudantes#guimaraesrosa#guimaraes#rosa#poemas#talvez