Rasga essa máscara ótima de seda E atira-a à
Rasga essa máscara ótima de seda
E atira-a à arca ancestral dos palimpsestos…
É noite, e, à noite, a escândalos e incestos
É natural que o instinto humano aceda!
Para onde fores
Para onde fores, Pai, para onde fores,
Irei também, trilhando as mesmas ruas…
Tu, para amenizar as dores tuas,
Eu, para amenizar as minhas dores!
Deus costuma usar a solidão Para nos ensinar sobre
Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando …
A tristeza é um livro sábio que se
A tristeza é um livro sábio que se tem no coração e que nos diz centenas de coisas - impede-nos de apodrecer como um cogumelo debaixo de uma árvore; pouco a pouco vai fabricando uma provisão de ensina…
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Ao Pé da Letra Enforcar-se é levar muito a
Ao Pé da Letra
Enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta.
Tristeza
Tristeza
Eu perdi minha vida e o alento,
E os amigos, e a intrepidez,
E até mesmo aquela altivez
Que me fez crer no meu talento.
Vi na Verdade, certa vez,
A amiga d…
Ambiciono que o idioma em que eu te
Ambiciono que o idioma em que eu te falo
Possam todas as línguas decliná-lo
Possam todos os homens compreendê-lo.
É como um requiem profundo De tristíssimos bemóis
É como um requiem profundo
De tristíssimos bemóis…
Sua voz é igual à voz
Das dores todas do mundo.
O homem que nesta terra miserável mora entre as feras
O homem que nesta terra miserável mora entre as feras, sente inevitável necessidade de também ser fera
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Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade
Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?
#quintana#marioquintana#sorriso#mario#infelizes#poemas#goticos#poesia#mamae#expressarSONETO LXV Se a morte predomina na bravura Do bronze
SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão…
Que a força do medo que tenho não
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.